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O Natal e os seus símbolos


Atualizado em 23/12/2013
     Ao contrário do que o título sugere, não farei uma descrição detalhada das origens dessa comemoração, nem de seus símbolos (embora cite algumas neste texto). E tenho três motivos para isto: primeiro, devido à existência de explicações contradizentes para um mesmo fato (muitas delas, frutos de pura especulação); segundo, pois já existem centenas de páginas na internet dedicadas ao assunto; terceiro, porque pretendo apenas colocar o meu ponto de vista e não, fazer um apanhado de informações históricas. Mas, afinal, devemos ou não comemorar essa data? O que o Natal realmente representa? Podemos trocar presentes e colocar uma árvore ou um presépio em nossa casa? E o que dizer sobre o Papai Noel?
     Antes de tudo, devemos entender o que é o Natal. Se perguntarmos a qualquer pessoa, a reposta quase sempre será: “é a comemoração do nascimento de Jesus Cristo”. Mas, na verdade, é (em teoria) muito mais do que isso. O Natal representa o nascimento não apenas de Jesus Cristo encarnado, mas também de uma nova vida, que surge em cada um de nós, a partir do momento em que O reconhecemos como nosso Senhor. Porém, sabemos que na prática o que quase todas as pessoas celebram é um Natal apenas de exterioridades, ou seja, mais uma data de festa, mais um feriado.
   Para ser mais didático, analisarei alguns argumentos contrários a celebração do Natal, que ao meu ver são muito superficiais e inconsistentes. Em seguida, concluirei com minha opinião e farei algumas considerações importantes sobre o assunto.

1 - Jesus não nasceu em 25 de dezembro = Que diferença isso faz? Segundo estudiosos, uma data mais provável seria o mês de setembro, outros ainda apontam abril. De qualquer forma, a gratidão pelo “nascimento” de nosso Salvador precisa estar dentro de nós em todos os dias do ano. A data escolhida para uma comemoração não importa. É como adiar a comemoração de nosso aniversário para fazer uma festa conjunta com um amigo que nasceu depois. A escolha de uma data, independente de qual seja, é útil para representar historicamente o fato, e (teoricamente) serve para as pessoas se reunirem para celebrar o maior dos nascimentos.

2 - A Bíblia não manda celebrar Seu nascimento = É uma afirmação verdadeira. Realmente as Escrituras não possuem esse mandamento, assim como não ordenam as demais milhares de coisas que fazemos ou que comemoramos. Não há mandamento para o dia da bíblia, nem para festividades de grupos de jovens ou de senhoras nas igrejas, nem para celebrarmos dia das mães e sequer há mandamento para criarmos religiões e denominações religiosas. Enfim, celebramos o nascimento de tantos amigos e parentes, por que não podemos celebrar o nascimento de nosso Senhor? Muitos alegam que só devemos comemorar Sua morte, mas para alguém morrer, tem que nascer, certo? Jesus NASCEU, MORREU e RESSUSCITOU. São 3 momentos históricos na vida de Jesus Cristo homem e qual o problema em comemorar qualquer um desses acontecimentos? Alguns poderão ir ao outro extremo ao afirmarem que temos o dever de celebrar, pois os anjos celebraram o nascimento de Jesus (Lucas 2:13,14) e pelos magos/sábios do oriente terem ido até o menino Jesus com presentes, o que seria outro radicalismo. Devemos ter cuidado com esse “farisaísmo”, para não permitir o que Deus proibiu e para não proibir ou colocar como mandamento o que Deus considerou indiferente. O Evangelho não é uma lista de regras, de "pode e não pode". O Evangelho é consciência, é agir sempre em coerência com Jesus. Aí pergunto: comemorar ou deixar de comemorar essa data fere a forma de viver ensinada por Cristo?

3 - A festa centraliza a comida e a bebida, esquecendo o lado espiritual = Esse é um grande problema. O Natal tornou-se apenas um feriado, uma data em que se ganha presentes e uma ocasião para comer e beber à vontade. Poucos param para pensar no que deveria representar este momento. Porém, essa é uma questão pessoal e o erro está em cada um que pensa dessa forma e não, na celebração propriamente dita.

4 – Tornou-se uma oportunidade de comércio = Também é verdade e os comerciantes sabem muito bem disso. É um período de aumento estratosférico nas vendas, seja de utilidades para presentes, de roupas ou de alimentos. Devemos ter cuidado para não ficarmos reféns desse capitalismo cruel, que faz com que pessoas que mal tem o que comer deixem de pagar suas contas para comprar produtos típicos dessa ocasião. Se você tem boas condições financeiras e quer gastar com presentes e comidas, cada um faz o que bem entender com seus recursos. Se não tem, não se sinta pressionado a fazer o que os outros fazem. Mas sejamos sinceros: praticamente todos os trabalhadores se beneficiam financeiramente dessas épocas (seja em comércios, empresas no geral, fábricas, autônomos e até trabalhadores rurais). 

5 – O Natal está baseado em cultos a deuses pagãos = Não há um consenso sobre a origem do Natal, mas as evidências parecem apontar o início dessa comemoração no século IV, por instituição da Igreja Católica Romana. A data escolhida (25 de dezembro) talvez seja devido ao solstício de inverno, que marcava o início dessa estação no hemisfério norte. Os romanos usavam essa data para celebrar a Saturnália (homenagem ao deus Saturno) e adorar Mitra (deus da luz). Assim, embora as inúmeras evidências apontem para uma data distante de dezembro para o nascimento de Jesus, a Igreja  adotou esse período numa tentativa de “cristianizar” os pagãos.
     Aí alguns dirão: "Está vendo? É uma festa de origem pagã!" A esses eu respondo: muitas coisas que usamos ou fazemos atualmente tem origem pagã. Devemos lutar sempre pela imparcialidade. Se condenarmos tudo que tem essa origem, devemos abolir os templos religiosos (provável origem suméria), as alianças de casamento (origem hindu ou egípcia), as maquiagens (origem no Egito Antigo)... Sem falar nas celebrações de dia dos namorados, nas cerimônias de casamento, nos vestidos de noiva e no próprio cristianismo, que foi institucionalizado como religião romana no quarto século, de forma que o sincretismo com outras religiões da época é evidente. Mas o fato de terem essa origem nos impede de adotarmos tais "costumes"? Não é porque um gato preto é sinal de má sorte para os supersticiosos que eu não possa ter um de estimação.
     A Páscoa, por exemplo, tem um significado para os cristãos, outro para os judeus e diversos outros para os demais povos. Algumas civilizações celebravam o fim do inverno e início da primavera no mesmo período (março). Mas o significado de cada evento depende da cultura em questão e, mais do que isso, da consciência de cada indivíduo. O dia 12 de outubro é dia de "Nossa Senhora Aparecida" para os católicos, mas para os evangélicos é apenas "Dia das Crianças". Percebe que a data tem a ver não com a essência e sim, com o significado que atribuem a ela? Será que alguém comemora o Natal pensando no diabo? Pelo menos eu não conheço ninguém assim...

6 - Os enfeites de Natal são verdadeiros altares de deuses da mitologia antiga = A origem desses adereços é extremamente controversa e podemos encontrar várias explicações para um mesmo objeto, ou seja, há muitas especulações que são tidas como verdades.
     A árvore de Natal pode ter se originado no século XVII, na França. Com relatos de que árvores floresceram no dia do nascimento de Jesus, muitos passaram a enfeitar pinheiros em referência a esse acontecimento. Outros povos adornavam árvores (em dias festivos), que tinham um significado de vida e de esperança. Uma fábula babilônica diz que o pinheiro simboliza Ninrode, um perverso homem que teria casado com sua mãe. Outras evidências apontam para uma origem na Alemanha, quando Martinho Lutero enfeitou árvores para ilustrar a crianças e a pessoas próximas a ele como seria o céu no dia do nascimento de Jesus Cristo ou ainda como teria sido uma paisagem que acabara de presenciar na floresta. Esses enfeites seriam de papéis coloridos e doces, sendo, com o tempo, substituídos por: bolas (representando os frutos e a fertilidade), estrelas (chegada de Jesus), anjos (anúncio do nascimento do Cristo), sinos (que anunciam grandes acontecimentos), velas (a “luz do mundo”), guirlanda (esperança de uma vida melhor), entre outros.
     Adeptos de algumas seitas vêem nesses adereços um significado próprio, sendo que cada cor traz uma energia. A posição de cada objeto interfere nas “forças” ocultas e até a sequência de montagem desses enfeites deve ser de uma forma específica. Para mim, a árvore é apenas um belo adorno, pois a única com significado no meu coração é a Árvore da Vida, que vem de meu Deus.
     Outro ponto muito questionado é o Papai Noel. Provavelmente, tenha se originado em 280 d.C, data do nascimento do bispo Nicolau (posteriormente considerado "santo" pela Igreja Católica), na Turquia. Esse homem teria boas condições de vida e ajudaria pessoas carentes, dando-lhes presentes e dinheiro. Com o tempo, sua imagem foi associada ao Natal, sendo que a característica roupa vermelha (que até então era verde) surgiu apenas em 1886 e foi difundida por todo o mundo, principalmente a partir de 1931, quando a Coca-Cola utilizou a imagem do “bom velhinho” como propaganda. Hoje, em nossa cultura, é um dos principais símbolos do Natal, fazendo parte da imaginação das crianças.

     Podemos adotar esses símbolos? O que a bíblia diz?
     No livro de Daniel encontramos quatro judeus que foram levados pelos caldeus para servirem no Império Babilônico, sendo eles: Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Os eunucos do império trocaram esses nomes por termos babilônicos (Beltessazar, Sadraque, Mesaque e Abednego), que faziam referências às divindades daquele povo, e não observamos rejeição por parte desses judeus (e Deus não os abandonou por isso). Mas quando deveriam se prostrar diante de outros deuses, não o fizeram, por temor ao Senhor. É nítido que se o costume “pagão” não influencia no relacionamento com Deus, ou seja, se não tem intuito de adoração e se não é "imoral", não faz diferença alguma. Deus nunca foi refém de culturas ou tradições.
     Na primeira epístola aos Coríntios, Paulo ensina sobre os alimentos sacrificados aos ídolos e o mesmo ensino pode ser aplicado ao Natal e à adoção de seus símbolos. O apóstolo ensina que se há um único Deus, não há sentido falar em coisas sacrificadas aos deuses, afinal são apenas ilusões e enganações. E, se cremos que existe apenas um Deus, por que nos preocupamos com entidades pagãs? Paulo dizia ainda que poderíamos comer de tudo, desde que não escandalizássemos os “fracos na fé”. Portanto, se tenho consciência disso, onde está o erro em ter uma árvore de natal em casa, por exemplo? Como não devemos causar escândalo para quem ainda está com uma “venda” nos olhos (não digo aqueles que já ouviram o Evangelho há anos e insistem em dar mais importância aos seus preconceitos e às suas opiniões do que à Palavra de Deus e sim, aqueles que estão começando agora a caminhada com Cristo), o que podemos fazer é ensinar o Evangelho a esses indivíduos e não colocá-los na sala de nossa casa enquanto esse enfeite estiver lá ou enquanto não entenderem a real mensagem de Jesus. Obviamente, então, na minha opinião, jamais deveríamos colocar uma árvore ou um presépio num local em que vários "irmãos" que não conhecemos terão acesso (a menos que possamos explicar um a um o motivo da existência daquele enfeite ali). Embora não haja nenhum erro, não podemos ser motivo de tropeço (já que, infelizmente, podem achar que estamos fazendo essas coisas como idolatria).

I Coríntios 8:6-9 = “Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele. Mas nem em todos há conhecimento; porque alguns até agora comem, no seu costume para com o ídolo, coisas sacrificadas ao ídolo; e a sua consciência, sendo fraca, fica contaminada. Ora a comida não nos faz agradáveis a Deus, porque, se comemos, nada temos de mais e, se não comemos, nada nos falta. Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos.”

     Infelizmente o "Natal moderno" não representa com fidelidade o contexto histórico do nascimento de Jesus. Nessa celebração, o que fazemos são grandes festas, com grandes banquetes, vestimos as melhores roupas e criamos belíssimas decorações. A lembrança do real motivo do evento acontece apenas quando há um presépio e o nosso coração está quase sempre apenas envolvido com a troca de presentes. Ou seja, a simplicidade da manjedoura foi trocada pelo glamour de uma festa que valoriza apenas a exterioridade e, de forma inevitável, exclui os menos favorecidos economicamente, que nesse período do ano, precisam se contentar com as "esmolas", sobras ou presentinhos dados por aqueles que possuem mais dinheiro. Enquanto a criança rica não vê a hora de chegar o dia 25 de dezembro para ganhar um belo presente, a criança pobre chora porque o amiguinho o desprezou, já que seus pais não tem dinheiro para comprar o brinquedinho que ela sempre quis. Percebe como nosso Natal não tem nada a ver com Jesus? Enquanto Cristo veio ao mundo pelos ricos e pelos pobres, a festa apenas valoriza os que possuem algum recurso financeiro; enquanto Jesus nasceu em uma manjedoura, em uma situação precária, o Natal nos traz uma aparência luxuosa...
     Uma vez que reconhecemos que essa festa está totalmente fora de contexto, podemos agora ter um posicionamento crítico. Seria fantasia imaginar que poderíamos mudar uma das celebrações mais tradicionais do mundo, pois já faz parte da cultura dos povos, porém podemos resgatar a essência do Natal, não por fora (na festa propriamente dita), mas no coração de cada um de nós.
     Como vimos anteriormente, os argumentos contrários à nossa participação nessa festa não parecem muito consistentes, portanto se nos reunimos com nossa família e amigos no Natal não significa que temos uma visão egoísta sobre essa data; o fato de trocarmos presentes não significa que não temos consciência do verdadeiro "presente" que recebemos (na história) há cerca de 2000 anos; ter um enfeite do Papai Noel em casa não significa que alguém o idolatra como um santo...
      Pactuando ou não com essa simbolização, o que determina se temos o verdadeiro Natal em nós é o nosso coração. Cada um tem a liberdade de comemorar esse Natal interior, que é o único que tem valor. O Natal do coração não requer nenhum dinheiro e não acontece apenas um dia no ano, e sim, todos os dias, através do Evangelho manifestado em nós. Dessa forma, não apenas comemoraremos, mas também viveremos esse Natal. Fazemos isso quando alimentamos o faminto e quando ajudamos o necessitado; quando damos um brinquedo àquela criancinha "de rua" que vemos todos os dias; quando ao invés de comprarmos um panetone, compramos dois, e damos um para aquela família pobre ou para aquele mendigo... O Natal como festa, se for desacompanhado do "espírito natalino" será hipócrita e gerará apenas maus frutos.
     Portanto, vamos aproveitar esse período de festas para fazer uma profunda reflexão sobre o amor incomparável de Deus, que encarnou (nasceu), viveu, morreu e ressuscitou por mim e por você. Vamos reconhecer isso com uma mudança nas nossas atitudes, na nossa forma de ser e de encarar o nosso próximo, procurando sempre viver como Ele nos ensinou. Pode montar sua árvore, construir um presépio, iluminar sua varanda, desejar "Feliz Natal", fazer uma ceia com a família, trocar presentes... Isso tudo é bom, pois estaremos reunidos em amor, em comunhão, com aquilo que é o foco do evangelho: o nosso próximo (seja amigos, família ou desconhecidos). O que é contrário ao Evangelho é todo tipo de radicalismo legalista, fanatismo e "farisaísmo hipócrita", a ponto de satanizar tudo o que temos em nossa volta. Nada disso tem poder contra a carne e não gera bons frutos, nem consciência. Porém, lembre-se que a única coisa que tem valor para Deus é o Natal que faz nascer em você uma nova criatura e que, todos os dias, o constrange em amor a viver como Jesus, ajudando sempre de alguma forma aqueles que mais necessitam. E se mesmo assim você desejar não comemorar esta data, fique à vontade. Da mesma forma que Deus nunca proibiu essa celebração, nunca a ensinou como indispensável a nenhum de nós. A festa não tem uma função espiritual, mas se bem aproveitada, pode ser uma ótima oportunidade de ensinar a todos o verdadeiro significado do nascimento de Cristo, além de estreitar amizades e de fazer nascer (ou recuperar) relacionamentos humanos. Não seria isso um ótimo Natal? Aja de acordo com sua consciência desenvolvida no Evangelho e não julgue seu irmão por aceitar ou rejeitar o Natal, afinal, você e ele tem liberdade para assumir responsabilidades e escolhas, sendo que no que diz respeito a esta data, não há nenhuma recomendação específica da parte de Deus. 

Romanos 14:14 = “Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda.”

Colossenses 2:16-17 = "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo."

Autor: Wésley de Sousa Câmara


Referências: 
Bíblia Almeida Corrigida e Revisada Fiel
Bíblia de Jerusalém
http://www.oapocalipse.com/home/estudos/cristao_10_motivos_para_nao_comemorar_o_natal.html
http://super.abril.com.br/superarquivo/2006/conteudo_192443.shtml
http://www.educador.brasilescola.com/trabalho-docente/natal.htm
http://www.suapesquisa.com/historiadonatal.htm
http://elderspov.tripod.com/doutrina_comemoracoes_01.htm
http://www.qdivertido.com.br/verpesquisa.php?codigo=14

10 Comentários - Comente aqui:

  1. A paz do Senhor irmão,só passei aqui para comentar sua postagem..Em Daniel 1:8,fala que ele se recusou a CONTAMINAR com os manjares do Rei,nem com o vinho que ele bebia.porque será?Ele poderia comer,mesmo que fosse dedicados aos ídolos babilônicos,ele não tinha a mesma crença,nada representaria para ele,mas pelo visto ele considerou uma contaminação!

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  2. Parabens! Bela postagem. Muito esclarecedor.

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  3. Querido (a) Anônimo...
    Daniel teve alguns motivos para rejeitar o banquete do rei:

    1 - No livro de levítico encontramos uma série de regras de alimentação. Há vários alimentos permitidos e proibidos. Vejamos: Daniel era judeu e viveu antes da morte de Jesus, logo, ele ainda estava sujeito à Lei (o que não é o nosso caso). Como o rei ofereceu alimentos que não eram permitidos aos judeus, é compreensível a rejeição.

    2 - Muitos alimentos consumidos pelos caldeus eram oferecidos aos "ídolos" pagãos. Participar daquele banquete seria fazer parte de um culto pagão (não que Daniel acreditasse nesses outros deuses, mas para eles seria uma negação declarada da fé de Daniel).

    3 - Alguns dizem ainda que participar de uma refeição desse tipo era como se estivesse selando um pacto com o rei. Aceitar o banquete seria o início de uma aliança não desejada por Daniel, um servo de Deus.

    Abços,
    A paz.

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  4. A paz,irmão,estou em dúvida com uma coisa: 1Co 8:1-13 parece dizer que podemos comer de coisas sacrificadas aos ídolos,já em 1Co 10:14-21 parece contradizer aquele capítulo,!!!O que significa isso???.Ouvi dizer que no mercado de Corinto,grande parte da carne vendida era de animais sacrificados aos ídolos,um irmão me disse que era isso que a igreja lá questionava,devia ou não comer essa carne?Em relação ao templo dos ídolos,utilizava-se esse local para banquetes de caráter social,que não eram atos de culto.Poderia-se dizer que no primeiro caso ele referia-se a esse tipo de situação,como citado em 1Co 10:22-33?e no segundo,a questão de comer por idolatria mesmo?Gostaria de saber a sua opinião!

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  5. Prezado Anônimo, já tive essa mesma dúvida. Aparentemente é um paradoxo entre esses dois capítulos, mas analisando bem, passei a entender da seguinte forma:

    O ensino de Paulo é sempre o mesmo: Deus é único e é maior do que todos os demônios. Uma carne sacrificada a ídolos continua sendo uma simples carne, afinal o que são os ídolos? Nada! Assim, se comermos ou não esse alimento, pouco importa. Porém, devemos ter cuidado para não escandalizar nossos irmãos e para que pessoas que não conhecem a nossa consciência não achem que estamos pactuando com a idolatria. (O capítulo 8 de I Co diz exatamente isto). O capítulo 10, embora pareça ser contraditório, se olharmos com cuidado veremos que não é (nos vers 19 e 20 ele volta a afirmar que a carne sacrificada e os ídolos não são nada).

    As carnes que sobravam dos banquetes sagrados eram:
    1 - vendidas nos mercados
    2 - consumidas nos templos pagãos

    Sobre as carnes vendidas (mesmo sendo sacrificadas aos ídolos), não haveria nenhum problema em consumir (versículos 25 e 26), desde que não ferisse a consciência de um irmão. Porém, as que eram consumidas nos templos pagãos, essas sim eram "proibidas", visto que não era um almoço social. Era considerada uma comunhão entre pessoas que pactuavam a mesma fé (na idolatria). Tanto é que essa "celebração" foi comparada com a comunhão com o pão e vinho dos judeus/cristãos (Vers 21).
    Agora, se um gentio convidasse um judeu/cristão para um almoço, em casa, poderia comer o que fosse colocado na mesa, pois mesmo que a carne fosse sacrificada, não teria problema, visto que o gentio não poderia concluir que o cristão estaria se "curvando" à idolatria. Porém, se alguem avisasse esse convidado, ele não deveria comer, pois, se foi um judeu que avisou, é porque acha que é errado comer e seria um escândalo para ele.
    Paulo diz no vers 23 que tudo é permitido (em relação a alimentação), porém nem tudo convém (devidoa consciência de alguns).
    Portanto, A partir do vers 24, observamos o mesmo ensino do capítulo 8. Os versículos 14 a 21, ao meu ver, referem-se a essa comunhão nos templos pagãos.

    Abços

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  6. WÉSLEY, MUITO BOM O QUE ESCREVEU SOBRE O NATAL, GOSTEI MUITO E TO PASSANDO ADIANTE.

    AHHHH!!! FELIZ NATAL!!!! SRRSRR FIQUE NA PAZ!!!!

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  7. Olá Wésley, gostei mto do seu post e de seu blog tbm. Convido-o a navegar pelo meu blog e ler a postagem q fiz sobre o Natal tbm. Deus te abençoe!!!
    www.amdoddeus.blogspot.com/

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  8. Não quero fazer uma grande explanação aqui, só quero enfatizar que vivemos no mundo, mas não devemos de maneira alguma se contaminar com ele, no exemplo dos 4 rapazes da fornalha existe uma diferença muito grande em seu comentário a respeito do que a Bíblia fala já que os 4 foram lançados na fornalha por não se prostrarem, e mais eles eram escravos, estavam ali cativos e não por vontade própria, assim como nós aqui neste mundo!

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  9. Bom dia, Graça e Paz!!! 04 anos depois... quase...rsrsrs... Feliz por esta postagem, de vez em quando acho pérolas na internet, fruto de determinados assuntos que pesquiso, sou cristã da antiguidade, neotestamentária, com raiz na igreja de nova vida do bispo Robert Walter Mcalister, o bispo Roberto, guardo seus ensinamentos mesmo depois de ter aprendido vários outros assuntos da bíblia que antes não tinha tido a oportunidade, porém a respeito do natal, não critico os que comemoram, até porque os motivos são diversos, eu não comemoro, meus filhos foram criados no evangelho desde o nascimento, e não ensinei isso a eles, mais eles se reuniam com membros da nossa própria família que adotam essa prática, nunca proíbi, mais sempre estive por perto deles ensinando o que a Palavra diz, creio que cada um de nós somos advertidos pela própria Palavra a buscar o conhecimento de Deus (Os.6.3) ao invés de ficar esperando que alguém nos traga, fico grata pelo tanto que as idéias de mentes renovadas pela Palavra nos trazem como testificação e não como manipulação. Continuarei não comemorando o natal e nenhuma outra festa com datas anuais marcadas, pois entendo que sou livre, também entendo que os que comemoram todas essas festas, desde que não estejam judaizando a igreja de Cristo, e levando o povo ao judaísmo, eles também são livres e merecem todo o respeito por professarem a mesma fé, o grande veneno está na manipulação, mais quando isso não ocorre, sabemos claramente que é inocência, falta de conhecimento e não prestar bem atenção sobre determinados assuntos a luz da bíblia, se está lá ensinando a prática na nova aliança, é pra nós, se está lá mostrando que era sombra do que viria, devemos ficar com o que veio e não mais com a sombra. Mais todos merecem o meu respeito, os que comemoram a sombra e os que se abstém de comemorar a sombra, quanto ao natal, é legítimo o que você falou meu irmão Wesley, ele se dá originalmente dentro do nosso coração quando confessamos a Jesus, exteriorizar isso e de liberdade de cada um. Graça e Paz!!! Amei o Blog. Continue firme, e saiba que as críticas devem sempre nos colocar em lugares altos independente da qualidade delas.

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    1. Com certeza, amada irmã. Obrigado pelo comentário consciente. Fique na paz. Abraço

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