2 de mai de 2011

Guerra contra líderes e contra igrejas


     Os leitores do blog Bíblia a Fundo sabem exatamente o meu ponto de vista em relação ao pseudoevangelho que é atualmente pregado na maioria das igrejas cristãs. Na descrição deste blog deixo claro que o meu principal objetivo é lutar contra as heresias modernas, principalmente o comércio da fé. Mas uma estratégia que adoto é a de não atacar pessoas e nem igrejas. Sabe por quê? O casal Hernandes, o Malafaia, o Macedo, o Santiago, o Feliciano, o papa e tantos outros são apenas fantoches de um problema maior: o sistema religioso.
     Por exemplo: gosto muito de ouvir mensagens e argumentos de Caio Fábio, pois não segue cegamente uma ideia. Ele pensa sobre o assunto e desenvolve um raciocínio. Porém, a todo o momento fala desses pastores e bispos. Não vejo vantagens nisso, pois com o tempo, de tanto repetir, os ouvintes ficam cansados. Não dá pra ficar só “beliscando” outra pessoa, pois acaba parecendo que o problema é pessoal. E o mesmo acontece do outro lado. Um diz uma coisa aqui; o outro se ofende e rebate lá... Parece briga de criança. Mas nem por isso fico aqui criticando Caio Fábio (que nem conheço pessoalmente), até porque suas qualidades parecem superar e muito os seus defeitos (que todos, principalmente eu, temos). Se não gosto dessa "batalha pessoal" combato essa "guerra" e não os "soldados" envolvidos.
     Reservo-me sempre no direito de criticar ou elogiar qualquer pessoa. Posso sim, em meus textos, condenar a atitude ou um ensinamento de alguém (e até citar um nome, vez ou outra), mas não acho eficiente e nem adequado escolher três ou quatro líderes famosos (ou denominações) e declarar uma "guerra santa" contra eles. É contra o sistema que eu luto, e não, contra as suas ferramentas. Os indivíduos que citei e tantos outros são apenas instrumentos desse cristianismo às avessas. O buraco é muito mais embaixo. Mosquitos nascem, mosquitos morrem, mas a dengue continua. Adianta exterminar os mosquitos? Não muito! Se acabarmos com o contaminante (a ideia), o agente transmissor não trará problemas! Ou seja, temos é que lutar contra
esse pseudoevangelho, que arrebata multidões e que contamina a cabeça de muita gente.
     Quero deixar claro que não sou contra tudo o que esses senhores pregam, pelo contrário, quando dizem algo condizente com o Evangelho, elogio e, eventualmente, até cito o fato em meus textos, com as devidas referências. Porém, como quase sempre “pisam fora da faixa”, é mais fácil tê-los como exemplos a não serem seguidos.
     Resumindo, o problema maior não são esses líderes que levam as ovelhas para o buraco, nem as denominações que representam. A ideologia que pregam é quem representa o maior perigo. Se eu lutar contra eles, o que adiantará? Se eles se calarem, mudarão os personagens, mas a história continuará a mesma.
     Ouvimos sempre que as crianças são o futuro do mundo. Então temos que mostrar a todos, desde pequenos, que o Evangelho de Cristo não é o que esses “cidadãos” pregam em jornaizinhos, na TV e em seus cultos. O verdadeiro Evangelho é amor; e quem ama, corrige!

Autor: Wésley de Sousa Câmara

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