1 de ago de 2011

Respostas aos “legalistas” - Igrejas de antigamente

 

Argumento: "Antigamente Deus operava mais maravilhas e as 'igrejas' eram cheias de fiéis."

     Devo admitir que atualmente não é possível concordar com essa afirmação. Isso porque nos últimos anos surgiram algumas denominações que sobrevivem de milagres. Isso mesmo, as curas sobrenaturais, por exemplo, são o foco e se isso for tirado delas, automaticamente deixam de existir. Detalhe: a maioria delas não adota os "usos e costumes". Mas que boa parte das "igrejas" deixaram de experimentar muitas maravilhas, como milagres, libertação e mudança de vida é certo. Então qual seria o motivo?
     Uma das razões que vejo é: grande parte dos cristãos não se reúne para oferecer o melhor de si num culto a Deus. Muitos usam a reunião para encontrar amigos, mostrar sua roupa nova, seu carro ou até mesmo para procurar defeitos nas demais pessoas. Essas coisas, que ocorriam com menos frequência antigamente, desagradam a Deus e "impedem" o Seu agir. 
     Um fator que, décadas atrás, fazia parecer que os milagres eram mais abundantes que atualmente era o número menor de cristãos. Assim, embora os meios de comunicação fossem mais limitados para divulgar essas coisas, a espiritualidade das pessoas era maior. Dessa forma, quando acontecia um milagre, todos comentavam e a notícia se espalhava. Sempre alguém ouvia algum caso de pessoa curada, por exemplo. Hoje, quando ocorre, poucos dão crédito e até colegas da pessoa sequer ficam sabendo. E mais: muitas curas atuais ocorrem em meio a tantas heresias, que fica até difícil saber quando realmente ocorreu uma cura "divina". E não posso deixar de citar os pregadores e pastores modernos. Antigamente, pregavam e oravam por amor a Deus e às almas. Hoje, grande parte prega pelo amor ao dinheiro. Durante a pregação ou a oração o que deve estar passando na cabeça dessas pessoas é: "será que esse povo vai comprar meus DVD´s?" Como podemos esperar que Deus opere dessa forma? O que acontecer de 'milagres', provavelmente será fruto de autossugestão e efeito placebo. Eventualmente o amor de Cristo poderá também curar alguém devido à fé e sinceridade dessa pessoa e não, porque Ele está aprovando as atitudes e ensinamentos daquele grupo a que ela pertence.
     Porém, vale destacar que o fato de uma "igreja" estar repleta de fiéis ou nela ocorrerem muitos “milagres”, não é sinônimo de aprovação divina. Atualmente há inúmeros exemplos que não citarei aqui, mas vamos a um caso bíblico: a "igreja" de Corinto era a mais “fervorosa” que conhecemos e foi a que Paulo mais exortou (existia falta de amor, divisões, intrigas e até desrespeito na Ceia do Senhor). E não se esqueça desse texto: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mateus 7:22,23).
   Portanto lembre-se: uma "igreja" cheia, bonita e repleta de milagres não necessariamente está seguindo a vontade de Deus. Pode ser apenas um sepulcro caiado: lindo por fora e podre por dentro.

Autor: Wésley de Sousa Câmara

Referências:
Bíblia Almeida Corrigida Fiel

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