2 de mai de 2014

“Fazer voto” é coerente com o Evangelho?


     Se eu perguntar quem já fez ou conhece uma pessoa que tenha feito algum voto a Deus, tenho a convicção de que dificilmente alguém não se manifestará afirmando que sim. Isso porque a realização de “votos” e de “promessas” é algo apoiado pela maioria dos segmentos religiosos “cristãos”. Então só nos resta analisar se esse tipo de ação é ou não coerente com a fé cristã. Vamos lá:
     Em primeiro lugar, precisamos definir o que é “voto”. Mas antes, devo alertar que não se pode confundir “voto” com “jejum”, pois muitas pessoas fazem um jejum de alimentos a fim de que Deus se compadeça e conceda a elas o que estão pedindo (uma "barganha com Deus"), ou seja, no voto a pessoa “recebe para depois pagar” e no jejum é o inverso (mas o jejum é discutido neste texto – clique aqui para ler). Pois bem, voltando ao assunto, neste contexto, voto é uma promessa feita por uma pessoa, dizendo que realizará algo “para Deus” caso ela tenha um determinado sonho ou objetivo alcançado. Em outras palavras, e usando um português bem claro, assim como a forma de jejum citada acima, é uma tentativa de “barganhar com Deus” (embora os defensores dos votos rejeitem essa expressão), em que a pessoa faz um juramento, se comprometendo a fazer um sacrifício em troca de um benefício divino. Mas o que a pessoa promete? Isso é muito variável. Encontramos promessas de dar dinheiro a uma instituição de caridade, de ofertar em uma denominação ou de ajudar uma família carente (poderíamos chamar esses atos de “sacrifícios financeiros”). Há ainda os que se comprometem em acordar todo dia de madrugada para orar, a ler a bíblia diariamente ou a sair pregando pelo mundo (poderíamos chamar esses de “sacrifícios espirituais”). Porém há outros tipos de compromissos bem mais espantosos, em que a pessoa faz um sacrifício físico, como: subir uma escada de joelhos, ir a algum local considerado “sagrado”, ficar sem se depilar por anos (no caso de mulheres) ou não cortar a barba e/ou cabelos por longo período (no caso dos homens). Enfim, as variações são muitas, assim como são diversas as motivações para os votos (adquirir casa própria, carro novo, emprego bom, ter filhos, receber uma cura, ver um familiar largar as drogas...). Mas para não me estender nas palavras, serei mais direto e convido você para refletirmos em alguns argumentos usados pelos que defendem a validade dos votos e depois chegarei a uma conclusão e você julgue se é ou não coerente:

- "Jefté, Jacó e Ana realizaram votos a Deus, logo, podemos (e alguns dizem que devemos) seguir esses exemplos."
     Quem não se lembra de Jefté, leia Juízes 11. Era um juiz que conduziu os israelitas na vitória sobre os inimigos (filhos de Amom). Porém, a questão é que ele havia feito um voto de oferecer em holocausto a Deus o que surgisse primeiro diante dele quando regressasse da batalha. O problema é que quem regressou foi sua filha e ele cumpriu o voto (não farei aqui uma discussão se ele sacrificou a vida dela ou se apenas a separou para servir a Deus, como algumas pessoas sugerem). O que vem ao caso neste momento é que ele fez um voto.
     No caso de Jacó é o seguinte: Em Gênesis 28:20-22 lemos que ele prometeu (fez voto de) pagar o dízimo de tudo que ele conquistasse, caso Deus o protegesse e o abençoasse em sua jornada. Porém, na bíblia não encontramos se Jacó pagou o dízimo (até porque, pagaria a quem, se não havia ordenanças sobre quem teria permissão para receber?). Alguns consideram que foi uma profecia, pois essa promessa (voto) teria sido cumprida posteriormente, pelo povo de Israel, que deveria pagar os dízimos. De qualquer forma, ele também realizou um voto.
     Ana (I Samuel 1) é um exemplo semelhante. Por não poder ter filhos, fez um voto a Deus: caso ela tivesse um filho, ele seria dedicado ao Senhor e seus cabelos e barba não seriam cortados.
     Há inúmeros outros exemplos menos específicos (como nos livro dos Salmos) em que a realização de votos é citada, afinal, fazia parte da tradição religiosa judaica. Mas o que podemos dizer desses casos?

     Em primeiro lugar, foram manifestações individuais e exclusivamente humanas. Deus não instruiu nenhum deles a votar, nem condicionou suas conquistas a esses votos que fizeram. Eles decidiram por si mesmos e conseguiram o que almejaram, assim como muitos outros conquistaram sem nunca terem feito votos. No caso de Jacó, leia Gênesis 28 todo e verá que o autor afirma que Deus já havia prometido a ele que sua descendência teria a terra em que estava, que esses descendentes seriam muito numerosos e que se expandiriam pela Terra. Além disso, Jacó recebera a promessa de que seria guardado por onde passasse, de que seria conduzido por Deus de volta àquela terra e de que não seria deixado enquanto todas as promessas não fossem cumpridas na vida dele. Ou seja, o voto de Jacó, não importa o que fosse, não teria poder algum para mudar o que Deus já havia prometido.
     Em segundo lugar, observamos pelas escrituras que os hebreus tinham uma compreensão bem diferente da nossa em relação ao divino. Para eles, a relação de Deus com Israel era muito baseada na lógica: “as pessoas cumprem obrigações e EM TROCA Deus concede benefícios; se não são fiéis, são castigadas”. Porém, na própria bíblia vemos esse tipo de percepção sendo mudada e esse tipo de relação, por méritos, findou quando em Cristo. A partir de então, a relação do homem com Deus é descrita como não dependente dos nossos méritos ou atos e sim, do que Cristo fez por nós e tudo o que recebemos é sem merecer, é dádiva de Deus, por Graça. Portanto, esses exemplos no contexto israelita não deveriam ser usados para nós, que definimos como parâmetro não os hebreus, mas Jesus.

- "Eclesiastes 5 ensina que quando fizermos um voto, devemos cumpri-lo."
     A pergunta a se fazer aqui é: Tudo o que está escrito nesse livro, nesse capítulo e nesse contexto é aplicável a todos os homens em todas as épocas? O livro de Eclesiastes é belíssimo, tem uma reflexão filosófica interessante, mas tem certeza que quer absolutizá-lo? Vai mesmo ignorar o contexto do livro, não apenas em relação ao coerência interna, mas também em relação ao contexto de produção, cultural e social do mesmo? Esqueceu que, como dito anteriormente, os judeus tinham, durante muito tempo, a mentalidade de que Deus abençoa a fidelidade e castiga a desobediência? Esqueceu que eles entendiam que Deus recompensava os sacrifícios bem feitos, os rituais e crenças corretas e punia quem assim não fazia? Para deixar como reflexão, cito o versículo 1, em que fala de "santuário de Deus" como sendo um espaço geográfico (mas sabemos que após Cristo, aprendemos que nós somos o Santuário, o Templo dEle  (I Coríntios 6:19/Hebreus 8:2/Hebreus 9), pois Ele não habita em santuários feitos por mãos humanas (Atos 7:48-50). Além disso, o texto cita o "oferecer sacrifício", que sabemos que não se aplica a nós, pois segundo o autor da carta aos hebreus o sacrifício definitivo (Jesus) já foi oferecido na Cruz (Hebreus 10:12). Portanto, o que devemos fazer é submeter cada ensino do livro ao contexto da revelação plena de Deus em Cristo (que, conforme João 1, é Ele a Palavra de Deus encarnada) e assim, concluir: é ou não coerente com Jesus? (E portanto, é ou não aplicável a nós?) Aqui é claro: se votos não fazem parte do contexto da relação de Deus com o homem por Graça (como começamos a ver e continuaremos no decorrer do texto), então não é um ensino para aplicarmos em nossa vida. Essa é a “radicalidade” de sermos discípulos não de um livro com muitos contextos e objetivos e sim, da própria Palavra de Deus que se revelou plenamente em Cristo. Nós não somos discípulos de Abraão, de Jacó, de Jefté, de Ana, de Davi ou do autor de Eclesiastes; somos discípulos de Jesus. O que esses grandes homens fizeram, dentro do contexto do judaísmo, deve ser visto por nós como um exemplo, mas não significa que devamos agir sempre como agiram. Com a revelação plena de  Deus em Cristo, muita coisa ficou para trás, muitas delas apenas como “sombra” e “simbolização”, como ensinam os autores das cartas aos colossenses (2:17) e aos hebreus (10:1).

- "Paulo fez e cumpriu um voto e como está no Novo Testamento (Atos 18 e Atos 21), valida os votos em nossa vida."
     Esse é um ponto que gera muita confusão. Primeiramente não podemos dizer que Paulo tinha o hábito de realizar votos, pelo menos não após a sua conversão à fé cristã. Em Atos 18:18 lemos que ele havia cortado os cabelos em Cencreia por causa de uma promessa. Talvez esse relato esteja relacionado a Atos 21:23-27 (mas não quero entrar em detalhes sobre isso aqui, pois é insignificante diante do contexto), em que Paulo se submete ao rito de um voto, juntamente com outros judeus. Qual o motivo? Possivelmente, vários anciãos judaicos aconselharam Paulo a se submeter ao rito para que os judeus que o acusaram de ser uma pessoa que batia de frente com a lei de Moisés e que dizia aos judeus para abandonarem essas tradições judaicas, parassem com as acusações e vissem que Paulo não estava contra eles, embora estivesse levando o Evangelho a todos. O que Paulo fez? Cedeu, fez uma concessão à circunstância, sendo essa ocasião um provável exemplo do que ele dizia:

“Tornei-me judeu para os judeus, a fim de ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da lei, tornei-me como se estivesse sujeito à lei, embora eu mesmo não esteja debaixo da lei , a fim de ganhar os que estão debaixo da lei.” – I Coríntios 9:20).

     Repare ainda que ele é possível que ele tenha feito essa concessão (para ganhar os “fracos na fé”) por ser nada mais do que um rito, dentro do costume judaico, que embora não fizesse mais nenhum sentido após Jesus Cristo, os judeus se escandalizavam, e os recém convertidos ainda não tinham plena consciência disso. Portanto, como era apenas um rito de “consagração”, ele aceitou. Mas penso que se o rito fosse uma clara barganha, em troca de “uma bênção”, ele prontamente rejeitaria. Porém digamos que essa atitude de Paulo, mesmo com essa sincera intenção, seja entendida por alguns como errada, o que diremos? Simples! O livro de Atos registra o início da história da Igreja, as ações dos apóstolos, que vez ou outra corrigiam uns aos outros. Por serem seres humanos como nós, dispostos a viverem a vontade de Deus, porém carregando o peso da imperfeição humana, estavam sujeitos a falhas como qualquer um e o livro de Atos registra essa história toda. Em outras palavras: se Paulo não deveria ter se submetido a isso, poderíamos dizer que foi um equívoco dele (assim como o apóstolo Pedro errou e foi repreendido pelo próprio Paulo). O livro de Atos tenta mostrar a atuação de um Deus perfeito dentro de uma comunidade imperfeita (ao contrário do que muitos acham, de forma idolátrica, que é um modelo a ser seguido por todos os cristãos, em todas as épocas e contextos). Se houver algo no livro que se choca com o ensino de Jesus, é claro que foi um equívoco de pessoas sinceras, tementes a Deus e que estavam trabalhando arduamente para pregar a Boa Nova da Cruz.

- "Eu fiz um voto e recebi. Contra fatos não há argumentos."
     Tudo bem. Você fez um voto e recebeu, porém já parou para pensar que muitas pessoas não fizeram voto algum e também receberam o que pediram a Deus? Você recebeu por causa da Graça (favor IMERECIDO) de Deus, que atua sobre todos, de justos a injustos (Mateus 5:45) e possivelmente correu atrás, permitindo que isso acontecesse. É como um torcedor que antes do jogo do seu time coloca uma camisa do clube, dizendo que isso fará com que o time vença. Então o jogo termina, o time realmente vence, e ele acha que só venceu pelo fato dele ter usado a camisa. Pura superstição e o raciocínio é o mesmo na questão dos votos. Com voto ou sem voto, receberia. Não tem sentido atribuir essa relação de "causa e efeito".

Talvez você diga:
“Eu entendi que não faz sentido algum fazer um voto, mas como já fiz no passado, não posso deixar de cumpri-lo.”
     Veja bem, leitor (a). Se você pensa assim é porque ainda não entendeu o significado do Evangelho. Cristo nos revela exatamente que não há barganhas a fazer com Deus, pois nossa relação com Deus não depende de nós e sim, dEle. Se após entendermos o Evangelho fica absurda essa realização de votos a fim de conquistar algo, o que sugiro é, já que está culpado ou com medo, que ore a Deus, peça perdão pela sua ignorância ao achar que essa sua “promessa” estava fundamentada na Palavra de Deus e pela sua ingênua prepotência de achar que você é capaz de mover as mãos de Deus em seu favor. E creia que você já está perdoado. Sim, pois em Cristo temos garantia de perdão de tudo o que somos e do que fazemos, inclusive dos nossos tolos votos. Entenda que o seu voto foi apenas um ato de alguém que estava na ignorância em relação ao significado da Cruz. Foi um ato apenas humano, ingênuo e jamais Deus cobraria de você algo que Ele jamais exigiu e que é fruto apenas de uma ingenuidade sua, ao assimilar esses ensinos religiosos supersticiosos. Você não tem que cumprir um voto por achar que estará sendo fiel a Deus, pois quem criou isso não foi Deus e sim, sua mente ao acreditar nessa ideia. Caso o seu voto tenha sido para realizar um bem a alguém, procure continuar fazendo conforme sua possibilidade, mas não como forma de continuar “pagando o voto” e sim, por amor a essa pessoa, afinal, ajudar o nosso próximo é um ensino de Jesus. Entendeu a diferença? Agora se o voto foi absurdo, digo com todo amor e temor: esqueça-o! Essa mentalidade é nada coerente com Jesus. Creia que tudo foi feito e consumado na Cruz e viva em paz, confiando no que Cristo fez por você, sendo diariamente constrangido em amor a fim de viver respondendo a esse amor com amor e assim, procurando viver a vontade de Deus. E jamais associe qualquer adversidade (que todos passamos em alguns momentos da vida) ao não cumprimento de um voto. Até porque um “deus” que castiga um ser humano por um voto que Ele mesmo, em Cristo, ensinou a não fazer (veremos logo abaixo), não é Deus e sim, um ser imaginário maldoso, criado por homens manipuladores ou tolos, por segmentos religiosos que querem controlar as pessoas pelo medo e pela culpa. É só você comparar esse “deus que castiga os não cumpridores de votos” com Jesus. Lembra quando Tiago e João (Lucas 9) perguntaram a Jesus se deveriam pedir que caísse fogo do céu para castigar o povo? A resposta foi: “Vocês não sabem de que espírito são, pois o Filho do homem não veio para destruir a vida dos homens, mas para salvá-los". Esse “deus” que castiga quem promete algo que Ele mesmo nem ensina a prometer se parece em algo com Jesus? Claro que não! Então esse ser não é Deus, pois a revelação plena de Deus aos homens é Cristo (Colossenses 2:9). O problema é que uma pessoa que não tem um “juízo” bom, irá se complicar na vida e como desculpa, associará as consequências ao não cumprimento de um voto. Outras, ficarão com medo do que pode acontecer por não terem cumprido a promessa e esse medo gerará nelas omissão ou precipitação em suas ações, com boa possibilidade de consequências danosas. Há ainda um grande número de indivíduos que viverão culpados pelo não cumprimento dos votos e assim, essa culpa será a maior adversária em suas vidas, sendo uma auto-flagelação e auto-condenação e, vivendo assim, dificilmente algo dará certo realmente a essas pessoas. E por fim, há aqueles que esperarão as coisas “caírem do céu”. Não lutarão pelo que querem, pois como fizeram um voto, agora “a responsabilidade é de Deus”. E aí já sabe o que essa omissão gerará, né? Na melhor das hipóteses, nada! Porém veja que as consequências ruins são sempre associadas ao próprio indivíduo e não, a um castigo divino.

     O ensino de Cristo é claro: Em Mateus 5, Jesus ensina a nunca jurar e diz que nossa palavra tem que ser sempre verdadeira, sincera, sendo o nosso “sim”, sim; sendo o nosso “não”, não! E o que é um voto senão um juramento para realizar (ou deixar de realizar) algo? Em Mateus 6:25-34 Ele instrui a não andarmos ansiosos com coisa alguma, nem com o amanhã. E voto é a manifestação de uma ansiedade excessiva, a ponto do ser humano abrir mão de algo (oferecer um sacrifício) em troca da realização de um desejo ou necessidade.      
     Precisamos entender ainda que Deus não é obrigado a dar nada a ninguém, afinal, Deus é Ele e não, nós. Ele só concederá algo a nós, caso seja segundo a Sua vontade:

“Esta é a confiança que temos ao nos aproximarmos de Deus: se pedirmos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve.” (I João 5:14)

     Repare que o pedido não é “fortalecido” com um voto e sua realização dependerá se é ou não de acordo com a vontade de Deus. Não há nada que possamos fazer para merecer algo e se fôssemos receber por merecimento, apenas receberíamos condenação, pois o "melhor" de nós é mau, é pecador e um nada perante Deus. Seja voto, campanha, corrente ou um sacrifício (seja em forma de jejum, de dinheiro dado a alguma instituição, de promessas...), isso tudo é uma tentativa de "pagar propina ao divino", tentando comprar uma bênção. Mas na graça, tudo é de graça, sem merecimento. Se desejamos algo, devemos orar a Deus e pedir: "Pai, se for da tua vontade, faça tal coisa". Até mesmo Jesus quando estava prestes a ser morto, não exigiu nada. Apenas clamou: "Pai, se possível, passa de mim este cálice, porém seja feita a Tua vontade e não, a minha" (Lucas 22:42). Porém, achar que Deus fica “constrangido” quando pedimos algo, oferecendo alguma coisa (seja voto ou “jejum interesseiro”) não tem nenhum fundamento em Jesus, nem nos apóstolos.
     Votos e promessas a Deus são distorções bíblicas conscientes ou, quando são feitos com sinceridade, além de não fazerem sentido algum, apenas atestam a ignorância do indivíduo em relação ao significado da Cruz. Não há mais sacrifícios possíveis ou preços a serem pagos, pois o "sacrifício permanente" (Cristo) já foi oferecido por mim e por você. E é por Ele que recebemos tudo o que Deus, por Graça, decide nos conceder. Está consumado! Creia, pois esse é o anúncio do Evangelho! Aprenda com seus erros, creia na mensagem de Jesus, receba o perdão de Deus e viva pacificado. Dessa forma, sem culpa, sem medo e sem tentar barganhar com Deus, verá o que é usufruir da “vida em abundância” prometida a quem se entrega à essa consciência. Orar e pedir, sim; fazer votos, jamais! É pura tolice.

Autor: Wésley de Sousa Câmara
Atualizado em 07/02/2016

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