30 de mai de 2014

"Palmadas" na educação dos filhos?


     O que aprendemos, considerando todo o contexto bíblico e do Evangelho é a educar nossos filhos, ensinando o caminho em que devem andar. O método que vamos usar, depende de cada caso. Salomão tinha seu método, outros pais tem outros. Não podemos ler o livro de Provérbios para nos ater ao meio (método), sendo que Salomão (em uma cultura e contexto específicos), focava na finalidade.
     Cada pai e cada mãe deve identificar a que seus filhos melhor respondem e assim educá-los. A "vara" citada por Salomão muitas vezes significa "correção/punição" e não necessariamente um galho de árvore. E mesmo quando tem esse sentido, o foco não é a vara em si, e sim, o efeito que ela produziria. Repare que a vara é sempre citada por ele para mostrar o resultado que ela deve gerar. Alguns pais dão palmadas e a criança não só não melhora, como piora. E aí, resolve? Não é a vara (ou mãos, chinelos, cintos...) em si que educa e sim, punição acompanhada de conscientização.
     A punição aplicada ao filho é como a Lei; a conscientização é como o Evangelho. A lei mostra ao indivíduo o quão errado é; o Evangelho perdoa, acolhe e ensina por consciência o indivíduo a viver em amor. Ser bom pai e boa mãe, na minha modesta opinião, inclui entender os filhos e aplicar a melhor forma de correção e de disciplina (a que gera frutos bons, resultados positivos), que sempre deve ser movida por amor; jamais por ira.
     Não sou contra um pai que tem pleno autocontrole e dá um tapinha no bumbum da criança só para mostrar a ela que não deve fazer aquilo, porém como poucos tem esse controle (e como todos acham que tem, até mesmo aqueles que quebram costelas das crianças), se for para "padronizar" (o que acredito ser impossível), que seja proibindo qualquer tipo de violência física (como esta "lei da palmada" ou "lei menino Bernardo"), afinal, quantos chamam de "palmadinha" o que para mim e para você é nítido espancamento, certo? Além do fato de haver uma linha muito tênue entre uma palmada e uma surra.
     E a quem acha que não posso opinar por não ter filhos (sim, para quem não me conhece, saiba que não tenho, pelo menos ainda), pergunto:
     "Por que você tem opinião formada sobre o ateísmo se não é ateu? Por que tem opinião sobre a homossexualidade se não é gay? Por que tem opinião sobre a política se não é político? Por que tem opinião sobre religiões e ensinos religiosos se não pertence a elas?" Ah, por favor, pare com a hipocrisia e com a imparcialidade! "Empatia" é a capacidade de nos colocarmos no lugar do outro e esse "outro" inclui a criança que leva uma chicotada dos pais e fica 1 mês com marcas roxas pelo corpo.

Autor: Wesley de Sousa Câmara

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