14 de fev de 2015

Desabafo "teológico"

     O povo briga por cada coisa... Se você é católico, calvinista, luterano, arminiano, universalista ou qualquer outro "...ano" ou "...ista", entenda:
     Só foi, é e/ou será salvo aquele que Deus deseja. O que eu e você pensamos muda a nossa crença, mas não muda Deus. Então se no "céu", seja o céu um lugar lá no alto ou aqui na Terra, tiver só uma pessoa, amém, Deus quis assim; se tiver todo mundo lá, amém, Deus quis assim.
     Se o inferno é um lugar físico ou "apenas" uma experiência de total ausência de Deus, sem que isso implique em um espaço físico diferente, terá sido porque Deus quis desse jeito. Se no inferno, seja como for, estiver "vazando gente pelo ladrão" ou se estiver mais vazio do que mercado no final do mês, amém, Deus quis dessa forma.
     É claro que há uma variação enorme de interpretações teológicas, umas mais coerentes e outras nem tanto, mas é tão difícil aceitar que TODAS as teologias são parciais, relativas, imperfeitas e que se Deus for levar em conta nossos equívocos doutrinários realmente ninguém se salva? É difícil colocar na cabeça que não existe "uma posição bíblica sobre algo" e sim, uma "interpretação bíblica com base em critérios e premissas pré-estabelecidas que, usando a bíblia como base, chega a uma certa conclusão"? Poxa, gente. Todos erramos e acertamos, mas cada um defende aquilo que lhe soa mais coerente e provável. Um dia, "na Glória", quem sabe saberemos quem de nós chegou mais perto do que realmente corresponde à realidade.
     Vamos amar mais, respeitar mais, tolerar mais e brigar menos. Chega de fanatismo e radicalismo. Se acha que sua compreensão é perfeita e a exata revelação detalhada do Espírito Santo, só lhe digo uma coisa: desse "deusinho" que cabe dentro de sua cabecinha humana limitada eu sou o mais fervoroso ateu. Creio no Deus eterno, soberano e absoluto, que revela o que Ele quer e como Ele quer e que aquilo que o homem pode compreender não é nem a sombra de Sua plena essência. Mais humildade e menos arrogância.
     Pronto, falei!

Autor: Wesley de Sousa Câmara

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