26 de fev de 2015

Deus: não entendemos, mas discernimos


     Muitos dizem que pode ser Deus agindo até mesmo alguns absurdos, com a alegação que não O entendemos e que Ele tem Suas formas de agir. A alegação está correta, mas não podemos dizer o mesmo que Deus pode estar se manifestando nesses acontecimentos absurdos. Se Ele é Deus e nós não, certamente (como dizia Paulo) não o entenderemos além do que Ele decide revelar a nós. Porém Ele nos deu um parâmetro perfeito, absoluto, que é Cristo. Quando olhamos para Jesus vemos tanto o que Deus deseja que sejamos quanto vemos como Deus é ("Quem vê a mim vê o Pai", disse Jesus). Então Ele deve ser nossa referência para avaliar tudo e todos.
     Precisamos primeiramente ler os quatro evangelhos, pois eles nos revelam historicamente o Cristo. Conhecendo como Ele era, como Ele agia em cada situação, em cada contexto, saberemos julgar tudo "segundo a reta justiça".
     Não precisa entender tudo o que Deus faz, mas quando olhar qualquer coisa à sua volta poderá avaliar se é coerente ou não com o "espírito de Jesus". Se é coerente, pode dizer: "Isso é de Deus" ou, pelo menos, "é coerente com a vontade de Deus". Se algo é avesso ao espírito de Jesus (lembrando que Ele nos ensina: amor até pelo inimigo, perdão quantas vezes for preciso, fazer o bem a todos, não se promover, acolher, ajudar, ensinar, não desejar vingança...) tenha certeza que aquilo não provém de Deus, não importando quem afirme que seja divino, afinal, Deus é absoluto, perfeito, imutável, eterno... Ele não é Deus de confusão para revelar algo em Jesus e agir de forma oposta; Ele não é mentiroso ou "bipolar", o que o tornaria um ser nada confiável; Ele não é hipócrita para nos ensinar a viver de uma forma e Ele mesmo ser de outra, até porque o propósito da salvação é nos transformar à perfeita imagem e semelhança de Cristo. Deus é o que Jesus revelou que Deus é: Amor!
     Então não tenha medo de julgar as coisas tendo Jesus como parâmetro. Deus nos deu a razão para usarmos. E se não tivéssemos Jesus como referência absoluta para discernimento, sequer poderíamos diferenciar Deus do diabo, afinal, um "deus" que não tem um critério absoluto para agir pode fazer o que bem entende, mas o Deus que realmente pode fazer o que bem entende resolveu não fazer tudo o que Seu poder é capaz e sim, tudo o que Seu amor pode realizar. E esse amor decidiu que salvaria uma criaturinha maldosa como você (e eu) por pura Graça, em um ato que ficou conhecido como "Cruz". Somos apenas vítima desse Deus. Ele é soberano e decidiu que seria amor. Quem ousará questioná-lo? Apenas agradeçamos e vivamos o mais próximo que podemos (não por obrigação e sim, por gratidão e em adoração) de Sua vontade revelada plenamente em Jesus.

Autor: Wesley de Sousa Câmara

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