10 de fev de 2015

Jesus não é o complemento da revelação divina; é a totalidade!


     Creio que Cristo é a revelação total (e não apenas "final" ou "complementar"). Jesus não é algo que, somado a todo o resto, chega ao clímax da revelação de Deus. Não! Creio que Jesus é a imagem do Deus invisível (Colossenses 1:15), de forma que quem olha para Ele, vê o Pai, como Ele mesmo disse (João 14:9). Não é que Deus venha se revelando aos poucos e que quando chega Jesus, Deus acrescenta mais alguma coisa a essa revelação que vinha ocorrendo. Creio sim em uma revelação progressiva ao homem, porém que, em Cristo, não ocorre a revelação do que faltava e sim, que surge a revelação por completo (toda ela, do começo ao fim), de forma que se perdermos tudo o que temos de informação fora de Jesus, mas continuarmos com o que temos sobre Ele, ainda assim continuaremos com tudo (não perderemos "nada"), pois Ele é a revelação plena, perfeita e absoluta de Deus aos homens. Tudo o que veio antes dEle era sombra, era arquétipo, era simbolização, como diziam os apóstolos (Colossenses 2:17; Hebreus 8:5; 10:1); tudo o que vem depois de Cristo é reflexo e consequência da Cruz, mas toda a revelação converge em Jesus, a Palavra (Verbo) de Deus que se fez carne (João 1) e em quem estão todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento (Colossenses 2:3).
     Então sigo sempre o que é coerente com Jesus, seja algo revelado/ensinado antes ou depois dEle. E assim faço, como disse, não por achar que é algo que complementa a revelação em Cristo, mas sim, que, como é coerente com Ele, está nEle, explícita ou implicitamente. Em outras palavras: eu sigo exclusivamente a Cristo, logo, sigo tudo aquilo que outros homens, inspirados, ensinaram a mesma coisa. E o que não se assemelha a Cristo, não creio como sendo divino, mesmo que pessoas na história sempre tenham atribuído (e continuam assim agindo) muita coisa absurda a Deus.
     Essa é a radicalidade de crer em uma Palavra 100% cristocêntrica. É nisso que creio e é isso que defendo. Essa é a radicalidade da Cruz e disso não abro mão.

Autor: Wesley de Sousa Câmara

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