2 de jun de 2015

No amor não há medo


     O medo é natural. Faz parte da nossa humanidade e, assim como a dor, nos alerta e nos protege. É um mecanismo de defesa, que ajuda em nossa sobrevivência. Porém o medo acentuado, indiscriminado, obsessivo e patológico além de não nos proteger, nos degrada. Corrói o nosso ser; torna-nos excessivamente limitados e covardes. Priva-nos de viver em paz, em alegria e em liberdade.
     Em Cristo estamos livres, inclusive desse medo, afinal, Ele nos revela um Deus que é amor e "no amor não há medo, pois o amor expulsa o medo" (I João 4). Nem mesmo a morte é capaz de nos amedrontar.

"Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó morte, a tua vitória?" (I Coríntios 15)

"...nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." (Romanos 8)

     Termino com uma citação de Amy Welborn:

"O amor pode lançar fora o medo, mas alguns de nós devem tomar o desafio de João na direção oposta primeiro. Temos de deixar de ter medo, a fim de dar espaço para o amor. É fácil falar a outra pessoa sobre o nosso amor. Mas quando nutrimos temores no fundo de nossas mentes — "Será que ele me ama mesmo? Como ele poderia me amar?" ou "Se eu amá-la, será que ela retribuirá de fato esse amor, ou acabará me traindo?" — estamos nos esquivando. Somos cautelosos, sim, e talvez isso seja sábio algumas vezes. Afinal de contas, quem quer ser magoado? Mas o amor pode florescer se confinado por dúvidas e temores? Não. Creio que é o mesmo com o nosso amor por Deus. A fé amorosa — entregar nossas vidas a Deus em completa confiança — não pode acontecer se sonegamos alguma coisa por medo, quer seja o medo de punição ou o medo de que a coisa toda seja uma enganação. 'Senhor Jesus, coloco hoje meus medos de lado e abro em confiança meu coração para ti.' "

Autor: Wesley de Sousa Câmara

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