27 de set de 2015

Moisés X Paulo X Jesus


- MOISÉS, TER ESCRAVOS É PECADO? Não!
- PAULO, TER ESCRAVOS É PECADO? Se você tratá-los com dignidade, não! Ah e eles devem também ser obedientes a você...
- JESUS, TER ESCRAVOS É PECADO? [supondo uma resposta, com base em todo o contexto da vida de Cristo] Sim, pois os filhos de Deus não desejam ser servidos e sim, servir.

     E depois dessas coisas óbvias, ter que ouvir atualmente da maioria das pessoas:
"sobre tal assunto a bíblia diz que...".
     Irmão, a bíblia é uma compilação moderna de textos (uma mini biblioteca) em vários contextos, objetivos, crenças, tradições, pensamentos, visões de mundo... Não é um livro uniforme, harmônico, de um único autor. Ela é um registro escrito que lhe permite entender que em dada época, certo grupo ou escritor defendia tal coisa, com base em algo escrito que temos em mãos. Por isso não tem sentido a expressão: "a bíblia ensina que...".
     Por esses motivos é que precisamos estabelecer quais são nossos critérios pra definir o que é ético, o que é "pecado" (no sentido de imoralidade)... Não diga que seu parâmetro é "a bíblia", pois isso é tão sem sentido quanto dizer que sua visão política é "aquela que a biblioteca municipal defende", afinal ali (na biblioteca e na bíblia) há registros de várias pessoas, épocas e as posições ali defendidas muitas vezes são muito diferentes.
     Todos relativizamos a bíblia com base em alguns critérios (isso mesmo, damos mais peso a alguns textos e menos a outros quando não dizem algo semelhante, a fim de que um seja interpretado a partir do outro). Quer uma sugestão? Use sua percepção sincera de Jesus (quem Ele foi, como agiu, o que ensinou) como modelo para relativizar tudo e todos (pois, como diziam os apóstolos, Ele é a Palavra encarnada, a fonte dos tesouros do conhecimento, a imagem do Deus invisível...). Siga-o e não errará o caminho, pois Ele é o Caminho. 
     Porém seja humilde, pois mesmo com esse critério (que julgo o melhor pela ótica cristã) você jamais poderá achar que é absoluto, pois a sua percepção do absoluto (que estamos aqui estabelecendo que é Jesus) é relativa. Sua percepção depende de vários fatores individuais seus, que o tornam parcial e imperfeito. Então, vamos todos ampliar nossa consciência e "abaixar a nossa bola".

Autor: Wésley de Sousa Câmara

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