25 de set de 2015

O Verbo se fez livro? Não! Se fez carne!


     Perdoem-me pela piadinha gramatical, mas quando percebo que um cristão finalmente entendeu o óbvio, que o Verbo (João 1) é, na verdade, "um Sujeito" (Jesus = Palavra de Deus) e não, "um objeto" (bíblia), eu ganho o dia.
     O objeto (bíblia) "apenas" facilita nossa compreensão do "Sujeito" (o alfa e o ômega, por quem e para quem tudo foi criado...), da Palavra, do Logos, que é UMA PESSOA e não, algo que era inexistente e surgiu já na história.
     Não é a toa que se diz que "a Palavra é viva", pois essa Palavra encarnou, morreu e ressuscitou. Se tudo foi criado "pela Palavra", até por questão de lógica, tendo a bíblia (que por sinal é maravilhosa, antes que alguém afirme que a estou menosprezando) surgido depois do ano 300 da nossa era, como um registro histórico relativamente recente pode ser colocado como sinônimo de "Palavra de Deus"?
     "Palavra de Deus" é a auto-comunicação de Deus, é Sua revelação à criação e isso, como defende a essência do cristianismo, se dá de forma plena (total) em Cristo. Nada além dEle se soma a Ele, pois Ele é pleno, perfeito. Fora dEle, no máximo contém parte dessa revelação encarnada (mas mesmo essa parte já está contida em Cristo, não sendo algo extra ou além dEle).
     Conclusão: a bíblia é o instrumento histórico, humano (com todas as características e contextos humanos), que nos permite enxergar essas evidências que saltam aos olhos, ou seja, ela exerce seu papel de testemunha de alguém que é muito maior do que a bíblia.
     Agora se isso lhe soa ofensivo, sinto dizer: você é apenas um "ultra-conservador" idólatra do livro (e muitas vezes com a audácia de chamar de "idólatras" os fiéis de algumas religiões...), sem discernir que por trás dele é que está o objetivo.
     A bíblia é um instrumento e não, um fim em si mesma.

Autor: Wésley de Sousa Câmara

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