16 de out de 2015

Yeshua, Yaweh, Zezinho... Tanto faz!


     Quando vejo alguém, como eu, que não fala fluentemente o hebraico "bíblico" (que nem é exatamente igual ao atual) querendo chamar Jesus só de "Yeshua"... Deus de "Yaweh"... Eu dou risada, pois é uma salada sem nexo algum.
     Como diria Olavo de Carvalho: "O Verbo Divino que preexistia à Criação não era em grego nem em hebraico."
     O cristianismo parte do pressuposto que o Verbo (Palavra) se fez carne, tornou-se uma pessoa e não, um conjunto de letras. Preocupar-se com idioma é não entender nem o ponto básico de que o Deus absoluto, quando Se revela dentro de sua criação relativa, dentro de uma língua (não importa qual), Ele limita essa revelação à capacidade de expressão dessa criação, desses idiomas, dessa limitação de compreensão terrena.
     Até por isso, JAMAIS uma compreensão/teologia/revelação será absoluta, pois quando algo nos é revelado ou quando assimilamos alguma coisa, isso será relativo (a) por questão de lógica. Não tem como não ser...
     Assim sendo, achar que mudando o idioma influenciará em algo diante da perfeição divina é uma ingênua e tola prepotência. Se chamar Deus em hebraico, grego, usando o tetragrama, um grito, uma batida de tambor, continuará sendo uma linguagem limitada, imperfeita, humana... Chame Deus ou Jesus como preferir, se for o caso, até de "Zé", pois não importa como se refere a Ele e sim, o que Ele realmente é.

Autor: Wésley de Sousa Câmara

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