19 de jan de 2016

Não classifique as coisas como "sagrado X profano"


     Infelizmente a religião popular atual cria em seus membros uma CULPA por determinadas condutas que ela classifica como não condizentes com sua profissão de fé, além de um MEDO nas pessoas, que julgam que se fizerem o que faziam antes da sua "conversão", mesmo que seja algo amoral e às vezes até louvável, elas estarão "no mundo", "na carne", no "velho homem". É um medo de condenação, de inferno, de perder salvação.
     Minha sugestão a essas VÍTIMAS dessa religiosidade é: não classifique as coisas como "sagrado X profano", nem como "do passado X do presente". Classifique como "bom X ruim", "que gera bons frutos X que gera maus frutos"... E busque sempre o que é bom, o que traz vida, paz, alegria, o bem seu e de seu próximo, não importando se a religião classifica como sagrado ou como profano; não importando se é algo que fazia antes da conversão ou não.
     Precisamos de mais consciência e discernimento e de menos cartilhas de regras e de superstições.

"Em toda moral ascética o ser humano reza para uma parte de si mesmo como um Deus, e por isso necessariamente tem de demonizar a outra parte (…)”.
[Nietzsche]

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