19 de abr de 2016

Breves e "bombásticas" curiosidades sobre os evangelhos canônicos:



     Primeiramente, o que é "canônico"? É algo que pertence à coleção de livros reconhecidos como pertencentes à bíblia, ou seja, evangelhos que os cristãos, no geral, reconhecem como autênticos.

- Na bíblia, os evangelhos são os livros (os quatro primeiros do Novo Testamento) que nos trazem relatos sobre a vida (incluindo a morte/ressurreição) de Jesus.

- Temos 4 evangelhos "canônicos", sendo Mateus, Marcos e Lucas chamados "evangelhos sinópticos" (que contam geralmente as mesmas histórias, usando muitas vezes os mesmos termos) e João, um evangelho bem diferente, com suas histórias e estilo particulares.

- Todos eles são formas de levar o Evangelho (a "boa notícia") às pessoas, cada um segundo a crença e perspectiva de seu autor, ressaltando alguns aspectos que esse autor julgava condizentes com Jesus. Não no sentido de "todos acharem que Jesus era tudo o que os 4 evangelhos dizem, mas cada um falando só de um 'aspecto'" e sim, de que "cada um realmente achava que Jesus era exatamente aquele aspecto que resolveu registrar por escrito." Ou seja, para "Marcos", Jesus era homem (pelo menos até o seu batismo). Para "João", Jesus sempre (mesmo antes de nascer) foi Deus.

     Por que coloquei o nome de Marcos e de João entre aspas? Pois os três evangelhos sinópticos são anônimos. Os autores nunca se identificaram e podemos dizer com praticamente plena certeza que não foram escritos por testemunhas oculares da morte de Jesus, ou seja, não foram escritos pelo "Mateus, Marcos, Lucas e João" que foram próximos a Jesus. A tradição da Igreja é que, posteriormente, resolveu atribuir a cada um deles essa autoria, porém, ao que tudo indica, o evangelho mais antigo (o de Marcos) foi escrito cerca de 40 anos após a morte de Jesus e o mais recente desses evangelhos (o de João) foi escrito cerca de 60 anos após a crucificação.
     E mais: nenhum dos evangelhos foi escrito de forma a representar uma "biografia fiel", tal como estamos habituados hoje em nossa literatura, com trabalhos de historiadores. Era outra época, outra cultura, outro contexto, outros tipos de linguagens e objetivos... Mas aqui foi quis colocar uma "pulga atrás da orelha" a fim de incentivar a pesquisa de quem interessar pelo tema. Os detalhes e explicações sobre cada uma dessas informações são objetivos de outros textos.

Autor: Wésley de Sousa Câmara
19/04/2016

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